-> Após a queda da civilização dos sumério-acadianos, a Mesopotâmia ficou dividida em diversos Estados por mais de dois séculos.
-> Os amoritas, conhecidos como antigos babilônios, um povo semita originário do deserto sírio-árabe, estabeleceram-se na cidade da Babilônia.
-> Até então, a Babilônia não tinha desempenhado um papel proeminente na Baixa Mesopotâmia até aproximadamente o ano 2000 a.C.
-> Entretanto, durante o reinado de Hamurábi (1948-1905 a.C.), eles conquistaram toda a região da Baixa Mesopotâmia, restaurando a unidade política na área.
-> Sob o governo de Hamurábi, houve um foco significativo na preservação das terras conquistadas.
-> As terras conquistadas enfrentavam constantes ataques de povos vizinhos e revoltas contra o domínio babilônico.
-> Durante esse período, ocorreu um grande desenvolvimento na agricultura de regadio, facilitado pela construção de extensos sistemas de irrigação controlados pelo Estado.
-> A construção desses canais demandava uma grande quantidade de trabalhadores e materiais, supervisionados pelos funcionários do governo centralizado.
-> O governo centralizado contribuiu para o fortalecimento de uma monarquia cada vez mais poderosa e autoritária.
-> Essa estrutura de poder autocrática tinha uma forte natureza teocrática, onde o poder político estava intimamente ligado ao religioso.
-> Essa autoridade teocrática permitia ao monarca exigir trabalho compulsório dos homens livres para as grandes obras de irrigação necessárias ao desenvolvimento agrícola intensivo.
-> A legitimidade para convocar esses trabalhadores derivava do papel do soberano como intermediário entre as divindades e os súditos, conferindo um caráter sagrado às demandas do Estado.
-> Esse período marcou o início de algumas mudanças na economia e na sociedade em comparação com o milênio anterior.
-> A economia estava centralizada nos templos e palácios, que possuíam vastas extensões de terra, participavam do comércio e abrigavam oficinas artesanais bem equipadas.
-> Os templos arrendavam suas terras a arrendatários, recebendo uma parte da produção em troca.
-> Os artesãos também trabalhavam em associação com os templos, já que não havia evidências de corporações de artesãos independentes.
-> O comércio ocorria nas dependências dos templos e palácios, pois não havia mercados como os conhecemos hoje.
-> Os sacerdotes e os funcionários estatais cobravam tributos das comunidades locais, exigiam trabalho forçado para a construção de obras públicas e canais de irrigação, e impunham o serviço militar obrigatório.
-> Durante o reinado de Hamurábi, houve um certo desenvolvimento da propriedade privada e do comércio, com propriedades agrícolas sendo concedidas a funcionários públicos, sacerdotes e arrendatários dos templos e palácios.
-> No entanto, todas essas atividades privadas permaneciam sob o controle estatal.
-> Os mercadores formavam uma corporação subordinada ao Estado, e o comerciante era uma espécie de funcionário público que comprava em nome do rei e ajudava na cobrança de impostos.
-> Uma das maiores realizações culturais desse período foi o Código de Hamurábi, baseado no direito sumério, destinado a consolidar o poder do Estado e ajustá-lo ao desenvolvimento da economia mercantil.
-> Esse código estabelecia uma intervenção sólida do Estado na economia, com regras de trabalho, normas comerciais e padrões para transações, incluindo compra e venda de animais e aluguéis de terras, entre outros.
-> Um dos princípios fundamentais do código era a Lei de Talião, que prescrevia punições rigorosas para os crimes, seguindo o princípio de "olho por olho, dente por dente".
-> A sociedade estava dividida em três grupos principais: homens livres, escravos e um grupo intermediário pouco conhecido chamado de MUSHKHINUM.
-> Após a morte de Hamurábi, o Império entrou em decadência devido a várias conspirações contra seus sucessores.
-> Também houveram revoltas das cidades dominadas e dos camponeses empobrecidos devido aos altos impostos e à sobrecarga de trabalho.
-> Aproveitando-se dessa fraqueza, os Cassitas, um povo com uma organização tribal que vivia a leste do rio Tigre, invadiram a Baixa Mesopotâmia e permaneceram lá por cerca de 400 anos antes de serem subjugados pelos assírios.
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